Ancine e Receita Federal apresentam estudo sobre o faturamento das plataformas de streaming no Brasil. Valor deve chegar a R$ 69 bilhões em 2025, ampliando o debate da regulamentação.
Na última quarta-feira, dia 6 de agosto, o MinC (Ministério da Cultura) se reuniu com representantes da produção audiovisual brasileira para discutir a regulamentação do streaming.
Neste encontro, foi apresentado pela Ancine um estudo com projeções de quanto o setor fatura e de quanto seria a arrecadação com a cobrança de Condecine ao streaming. O estudo estimou que o faturamento anual das plataformas no Brasil é de aproximadamente R$ 69,7 BILHÕES.
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Com a regulamentação, a arrecadação do Condecine dependerá do cenário da % cobrada, e cada um delas ficaria assim: 3% - R$ 2,28 bilhões; 6% - R$ 4,57 bilhões; 12% - R$ 9,14 bilhões. A título de comparação, a arrecadação do Condecine em 2024 foi de R$ 1,2 bilhão. A metodologia para as estimativas apresentadas no estudo foi desenvolvida pelo MinC a partir de dados agregados da Receita e complementado com relatórios anuais das próprias empresas e de estudos de mercado.
O estudo incluiu na sua base de cálculos plataformas como YouTube, Instagram, Tik Tok, que parte das receitas vem de vídeos gerados pelos próprios usuários, não sendo entendidas como plataformas de streaming convencionais (S-VoD), mas que podem ser tributadas a partir das receitas publicitárias conforme a última versão do PL do streaming (2.331/2024).
Ainda assim, plataformas como Netflix, YouTube, Disney+, Prime Video e Globoplay arrecadam anualmente no Brasil na casa das dezenas de bilhões de reais. Segundo o estudo da Ancine, a Netflix tem no Brasil uma receita de aproximadamente R$ 10,4 bilhões, YouTube R$ 6,5 bilhões, Disney+ R$ 7 bilhões, Amazon Prime Video R$ 5,29 bilhões.
Já a maior plataforma nacional de streaming, Globoplay, tem uma receita estimada de R$ 4,8 bilhões. Somadas, as empresas tem uma receita de R$ 33,99 bilhões no Brasil. Enquanto isso, a arrecadação de Condecine em 2024 foi de R$ 1,2 bilhão, algo que não chega nem a 0,5% do arrecadado pelas principais plataformas de streaming/vídeo sob demanda que atuam no país (isso sem os dados da receita da HBO Max). Enquanto o setor audiovisual brasileiro sofre, como os roteiristas que recebem salários baixos e contratos abusivos, as plataformas tiram bilhões daqui sem contribuir com um centavo para o desenvolvimento do audiovisual brasileiro.
Você, leitor da newsletter, quando estiver acompanhando seu criador de conteúdo que fala de cinema, apresenta esses dados a ele e pergunte se ele acha certo que empresas que lucram tanto no país não contribuam com seu desenvolvimento, principalmente do setor onde atuam.
Cobre por vídeos, debates sobre o tema, questione se eles acham que audiovisual se resume apenas a Hollywood, apenas a live actions da Disney, filmes de herói da Marvel ou derivados de obras que se passam no universo de Game of Thrones, porque infelizmente muita gente que diz falar de cinema no Brasil, na verdade, fala de Hollywood, e ainda assim apenas do mainstream do mais mainstream, só lembram do audiovisual nacional quando fazem alguma “publi” ou algum filme nacional de grande produtora tem destaque, como foi o caso de 'Ainda Estou Aqui'.
Estamos em um momento crucial para este debate. Avançar com a regulamentação do streaming, já pensando na TV 3.0 e seus desdobramentos que já batem à porta. Uma década da atuação dessas plataformas de streaming no Brasil, bilhões de reais levados daqui sem contribuir em nada com o país e seu setor audiovisual, isso sem falar das obras que somem nos catálogos e que estão lá só para fazer volume, sem receber a atenção e o tratamento que merecem.
No contexto político que Donald Trump, como o gângster fascista que é, ataca a soberania nacional para devolver o "favor" aos capitalistas que o colocaram novamente na presidência dos EUA, o setor audiovisual nacional está sobre ataque das plataformas que desejam atuar no Brasil sem pagar nada, pelo contrário, querem que o povo brasileiro, o setor audiovisual brasileiro, paguem para que elas atuem por aqui.
Se nem as melhores obras hollywoodianas pagam pela venda do nosso audiovisual por migalhas, não serão obras como Wandinha que nos fará arredar da luta por uma regulamentação justa do streaming no país. (No TelaViva)
Cinema brasileiro se une para defender regulamentação do streaming no país
Uma carta assinada por mais de 750 pessoas que atuam no mercado audiovisual brasileiro e que são a favor da regulamentação do streaming foi direcionada ao Presidente Lula, ao Hugo Motta, presidente do Congresso Nacional, à Gleisi Hoffmann, Ministra das Relações Institucionais, à Ministra da Cultura, Margareth Menezes, e à Secretária da Nacional do Audiovisual, Joelma Gonzaga.
A carta afirma que é necessário que os grandes conglomerados contribuam com o desenvolvimento do audiovisual brasileiro através do pagamento do Condecine. A carta ainda ressalta que a regulamentação é um marco de fortificação e demarcação da soberania nacional, além de cobrar do Ministério da Cultura uma defesa à indústria audiovisual nacional.
Os profissionais ainda ressaltam a contribuição que o setor audiovisual brasileiro dá à economia nacional com uma contribuição anual de R$ 56 bilhões e a criação de mais de 500 mil empregos diretos e indiretos.
Como sempre escrevemos na newsletter do Simplificando Cinema, a indústria audiovisual não existe no vácuo e dialoga com vários outros setores e indústrias da economia do país, então ao fortificá-la o Brasil não estaria apenas defendendo sua cultura, o que já seria uma ação mais que louvável e o mínimo esperado de um país que se diz soberano, mas também estaria saindo na defesa de uma indústria capaz de gerar milhares de empregos e contribuir com bilhões de reais para o país.
No cenário mundial onde o Trump atua como um gângster fascista ao extorquir o mundo, o governo Lula tem a faca e o queijo na mão para cobrar de forma digna o modelo de negócios que têm por trás conglomerados que atuam há 10 anos no Brasil sem contribuir com um único real para o audiovisual nacional. (No Latam Cinema)
Ceará lança o Siará+, primeira plataforma de streaming pública para valorização do cinema cearense
Na última terça-feira, 05/08, o Governo do Ceará, por meio da Secretaria de Cultura (Secult), apresentou oficialmente a plataforma de streaming Siará+, cujo objetivo é ampliar o acesso cultural da população e conectá-los à história do audiovisual local.
Com assinatura gratuita, a plataforma Siará+ chega para o público com uma grande diversidade de obras cearenses, assinadas por realizadores como Karim Aïnouz, Pedro Diógenes, Margarita Hernández, Rosemberg Cariry, que inclusive recebeu uma homenagem pelos 50 anos de carreira, e muitos outros.
O lançamento da Siará+ demonstra ainda a complementação e solidificação das políticas públicas mantidas pelo estado, dando a oportunidade de formação cultural para diversas pessoas e levando o nome do Ceará para outros cantos. (Na Secult CE)
Netflix perde ação no Procon-SP e deve pagar multa de R$ 12,5 milhões por política arbitrária de compartilhamento de senha
O Procon-SP venceu na Justiça o processo movido pela Netflix após ela ser multada em R$ 12,5 milhões por cobrança por compartilhamento de senhas.
A multa foi mantida após a Justiça entender que a mudança nas regras não teve informações claras e feriu o Código de Defesa do Consumidor. A Juíza da 9° Vara de Fazenda Pública rejeitou o pedido de liminar da Netflix para a suspensão da multa, pois avaliou que a empresa teve amplo direito à defesa e a penalidade foi compatível com as infrações. A Netflix ainda pode recorrer. A empresa enfrenta processos semelhantes em Minas Gerais e no Paraná.
Apesar dessa decisão, isto não é necessariamente uma vitória. A medida não reverte a decisão da Netflix em cobrar para podermos compartilhar nossas senhas com pessoas que não residem e usam a mesma rede Wi-Fi, então o valor de R$ 12,90 ainda será cobrado para cada assinante extra, opção que não está disponível no plano com publicidade, modalidade que reunia quase 50% dos usuários ativos da plataforma no país em fevereiro deste ano.
É importante frisar que o Procon-SP não foi contra a cobrança por compartilhamento de senha, mas em como ela foi feita e a falta de clareza nos termos de uso da Netflix. O valor da multa também é pífio.
Como publicado nesta mesma edição da newsletter, em estudo feito pelo Ministério da Cultura com dados obtidos pela Receita Federal, a receita da Netflix no Brasil foi de R$ 10,4 bilhões no último ano, a multa aplicada pelo Procon São Paulo seria pouco maior a 0,001% do que a gigante do streaming arrecadou por aqui.
A mobilização por cobranças através do Código de Defesa do Consumidor é louvável, apesar da ação do Procon-SP ter sido interpretada de maneira equivocada em alguns cantos da internet. (No Portal NaTelinha)
Dicas de Filmes dos Streamings Gratuitos
No último dia 07/08, em mais uma sessão do Cine Alvorada, o presidente Lula recebeu a equipe do filme “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, com direito a apresentação de Frevo e discursos emocionantes em defesa ao audiovisual brasileiro, destacando o desejo do governo de estar levando salas de cinema de qualidade para as periferias do país.
O presidente Lula e a primeira-dama, Janja da Silva, recebem o ator Wagner Moura e o diretor Kleber Mendonça Filho para exibição de “O Agente Secreto” no Palácio da Alvorada
Não se teve muitos detalhes sobre esse acesso, mas o fato é que o governo, através do Ministério da Cultura, tem se empenhado para que a produção nacional de filmes consiga chegar até os brasileiros nos lugares mais remotos, capilarizando nossa produção, valorizando o trabalho de nossos realizadores, que nos últimos anos vem produzindo em torno de 200 longas-metragens por ano.
Um desses meios é a criação da plataforma de streaming de cinema nacional gratuito, o “Tela Brasil”, que está em fase de testes. Por meio de cineclubes e instituições de ensino estão levando sessões em todos os cantos do país, inclusive em penitenciárias. A previsão de lançamento do “Tela Brasil” é nesse segundo semestre. Os testes foram prorrogados até o dia 12/08.
Junto ao “Tela Brasil”, o desejo é que também consigamos aprovar uma boa regulamentação de streaming, para incentivar e valorizar ainda mais a produção nacional e que sejam consideradas todas as demandas do setor.
O Estado do Ceará já se antecipou e no último dia 05/08 lançou a plataforma de streaming 100% de cinema cearense, com acesso gratuito, a “Siará+”. Uma iniciativa, Governo do Ceará, Secretaria da Cultura, Cineteatro São Luiz e Instituto Dragão do Mar.
Entre os títulos disponíveis temos grandes destaques do cinema nacional como, "Greta", de Armando Praça, 2019, com o grande Marcos Nanini, "Inferninho", de Pedro Diógenes e Guto Parente, 2018, "Avaeté - Semente da Vingança", de Zelito Viana, 1985 e quase todos os filmes de Petrus Cariry, entre eles: “O Grão”, “Mãe e Filha”, “O Barco”, “A Jangada de Welles” e o último longa de Petrus, “Mais Pesado é o Céu”, com Matheus Nachtergaele e Danny Barbosa no elenco.
Imagem do filme “Inferninho”
Mas a nossa dica vai para o sublime, “A Filha do Palhaço”, de Pedro Diógenes, 2022. Um filme que representa o estrago do conservadorismo homofóbico na vida das pessoas, separando famílias e provocando verdadeiros traumas para a vida inteira. É um filme onde a filha salva o pai. Um filme também divertido, com lindas imagens e uma história de aquecer o coração. No Siara+
O nosso já conhecido Spcine Play, da Prefeitura de São Paulo, é possível encontrar uma parte da história do nosso cinema com filmes do Zé do Caixão, Rogério Sganzerla, Lucia Murat, Ana Carolina, Hector Babenco e muitos outros que ajudaram e ajudam a construir a História do Cinema brasileiro.
Imagem do filme “A Filha do Palhaço”
A nossa dica é da nova geração de cineastas mulheres, "Carvão", de Carolina Markowicz, 2022. Um dos grandes destaques do cinema nacional dos últimos anos. O filme representa as raízes da violência, da depreciação da vida, dos desejos reprimidos, o ser humano reduzido à ganância. Uma violência que passa de mãe para filho. Confira outros títulos excelentes no Spcine Play
O Itaú Cultural Play hoje é a plataforma de streaming gratuita com o maior acervo de cinema nacional. Lançado em 19 de junho de 2021, no dia do Cinema Nacional, presenteando o público, com mais de 130 filmes nacionais.
Atualmente, o acervo conta com mais de 400 filmes, entre séries, curtas e longas-metragens e mostras itinerantes. Em seu acervo, clássicos de Carlos Reichenbach, “Falsa Loura” e “Alma Corsária”, “Amor Maldito”, de Adélia Sampaio, “Eles Não Usam Black Tie”, de Leon Hirszman. Também conta com um acervo de cinema indígena, cinema negro e LGBTQIAPN+. Um acervo diverso de todos os cantos do país.
Imagem do filme “Carvão”
Nossa dica vem do Estado do Espírito Santo, “Os Primeiros Soldados”, de Rodrigo Oliveira, 2021. Um dos raros filmes nacionais que trata sobre a AIDS no Brasil, logo nos primeiros casos. Dos estigmas que as pessoas sofriam com a doença, além da falta de orientação, do abandono do Estado, e do desespero de uma doença que praticamente, na época, era um decreto de morte.
Hoje felizmente com o uso de remédios a doença não se manifesta mais no corpo. Um filme que trata do tema com muita sensibilidade e afeto, trazendo conscientização e respeito. Com grande atuação de Renata Carvalho. Assista no Itaú Cultural Play
Outras dicas imperdíveis de streaming gratuitos para você anotar: O Sesc Digital é uma plataforma de streaming com uma curadoria maravilhosa, com grandes clássicos do cinema internacional e latino-americano, também com filmes nacionais. Confira o acervo do Sesc Digital
O Retina Latina é a única plataforma de cinema latino-americano gratuita e com acervo de filmes independentes do Uruguai, Peru, Bolívia, Equador, México, Colômbia e eventualmente outros países da Pátria Grande. Infelizmente o Governo Brasileiro não participa desse projeto único, que já reconhecido até mesmo pela UNESCO. Confira o catálogo de filmes do Retina Latina
Imagem do filme “Os Primeiros Soldados”
E aproveite enquanto é possível para assistir e conhecer o riquíssimo cinema de nossos hermanos argentinos. O “Cine.ar”, uma plataforma de cinema argentino gratuita, que vai dos com grandes clássicos até dos filmes mais recentes, fazendo um tour pela história do Cine Argentino, que sofre mais um triste capítulo por conta de um presidente da ultra-direita, Javier Milei, que está destruindo com o INCAA e com o cinema argentino. Conheça o acervo do Cine.ar
Aqui apresentamos os streamings mais relevantes que temos acesso, tanto da iniciativa do setor privado quanto do setor público.
Que venham mais streamings gratuitos que possam tornar acessíveis o nosso cinema para nós, o público. Precisamos do acesso às nossas obras, às nossas diversidades culturais que nos torna únicos. São projetos que nos fortalece. Essa diversidade latino-americana é importante para nossa autonomia, para o nosso conhecimento e autoestima de ser latino-americanos.
INCAA anuncia o processo de privatização da plataforma pública Cine.AR e escancara venda do mercado argentino ao estrangeiro
O Instituto Nacional de Cinemas e Artes Audiovisuais (em espanhol, INCAA), por meio de um post no X, comunicou que iniciou o processo de privatização da plataforma pública de streaming com foco no cinema argentino, a Cine.ar. O órgão anunciou que esta medida será responsável pela economia da fortuna 330.000 dólares anuais, 27.500 mensais.
O começo do processo se deu em março, quando a CineAr, a CineAr Play e a CineAr Estrenos foram transferidas para uma empresa controlada pela Secretária de Mídia. A plataforma foi criada em 2015, e conta com mais de 2 milhões de usuários tanto da Argentina como do exterior.
É revoltante imaginar que uma plataforma tão rica, um projeto oriundo das batalhas do setor audiovisual argentino, será fechada por conta da perseguição política do Milei ao setor, já que o valor financeiro é pífio, menos de meio milhão de dólares anuais é algo minúsculo dentro do orçamento de um Estado, uma quantia que não deve bancar nem a construção de duas escolas em Buenos Aires.
O argumento de que o contribuinte será poupado é ultrajante, além de que ofende a nossa inteligência. Milei segue destruindo o setor audiovisual do país em sua campanha contra as artes, coisa que os fascistas odiaram desde sempre.
Enquanto isso, o streaming cresce no país e aparece como a única saída para milhares de profissionais terem trabalho para poderem colocar comida em suas mesas. Neste contexto, as plataformas baixam salários e oferecem contratos degradantes.
Sem o investimento público esta é a realidade do setor no país, agora mais um golpe atingiu profissionais e apreciadores das obras argentinas. Nem ousamos imaginar o que será da indústria cinematográfica após o fim do mandato do Milei. (No GPS Audiovisual)
Paramount negocia venda do canal de TV Chilevisión
Conforme o El Mercurio, jornal chileno, a Paramount busca compradores para seu canal de TV aberta no país, Chilevisión. Ainda segundo a publicação, o principal comprador é Jorge Carey Carvallo, empresário que comandou o canal quando pertencia à Warner Bros Discovery.
Após a fusão, a Paramount Global se chamará Paramount, uma das empresas da Skydance Corporation. Quando os principais conglomerados de Hollywood apoiaram Donald Trump nas eleições estadunidenses de 2024, eles buscavam este contexto, onde grandes empresas adquirem outras e se fundem em conglomerados que acumulam muito poder político para desestabilizar o mercado a favor deles.
No passado foi a Disney que absorveu a Fox, depois a AT&T adquiriu a Warner, agora a Skydance concluiu a compra da Paramount. (No TaviLatam)
Disney lançará plataforma de streaming exclusiva para ESPN ainda em agosto
A tal revolução midiática que dizia querer acabar com a TV dá mais um passo em direção à TV.
A partir de 21 de agosto, a Disney lançará no mercado estadunidense [por enquanto], o streaming do seu canal de esportes ESPN. O serviço contará com todos os canais lineares e promete oferecer milhares de horas de TV ao vivo diretas ao consumidor.
O preço inicial será de 30 dólares. Claro, num futuro não tão distante, a Disney pode mudar de ideia e pensar em criar "níveis" dentro deste serviço, cobrando mais para que a clientela possa ter acesso a essas 47 mil horas.
No Brasil, quando o Star+ estava ativo, a assinatura era por volta dos R$ 35 e os assinantes tinham direito a todo conteúdo dos canais ESPN além do próprio catálogo de séries e filmes do Star+. Quando encerraram o serviço e tudo foi migrado para o Disney+, criaram os tais níveis, onde a assinatura mais barata além de ter a publicidade que o streaming jurou acabar, só dava acesso a dois canais da ESPN, onde não costumava passar os principais jogos e eventos das competições transmitidas pela emissora.
Se 10 anos atrás o lema do streaming era "assista onde e quando quiser", agora ele mudou o discurso e admitiu que absorver a programação linear é um passo fundamental na direção da substituição da TV a cabo pelo streaming, já pensando no futuro da TV 3.0. Se antes a promessa era que você pode escolher quando assistir ao seu programa favorito, agora os conglomerados já buscam tornar os canais lineares e os eventos ao vivo uma realidade no streaming, já que fica difícil tomar lugar da TV sem a programação ao vivo dos esportes como futebol, "futebol" americano, basquete, tênis e tantos outros.
Caminhamos para uma plataforma que organizará vários canais sobre um único sinal e o cliente montará sua grade com o que lhe chamar atenção. Fiquei com a impressão que já vi esse modelo de negócios inédito em algum lugar. (No TaviLatam)
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Toda notícia que vem da Argentina me dá muita vontade de chorar 💔