Simplificando Cinema #91
FSA sofre corte de 25% na mesma semana que setor quer aumento da alíquota da Condecine para plataformas de streaming.

Após o anúncio de corte em 84% da verba da Aldir Blanc, o setor cultural seguiu uma semana sem pregar os olhos devido ao anúncio de corte também no Fundo Setorial do Audiovisual.
Com uma previsão de arrecadação de R$ 1,2 bilhão para 2025, devido à tributação da Condecine, o valor liberado para o setor será de apenas R$ 892 milhões, tendo assim um corte de 25% nas verbas para o ano.
Para tentar mediar os ânimos que já estão bastante exaltados, o Ministério da Cultura correu para dar uma justifica sobre o “suposto” corte. Em notas sempre de chapa branca que não resolvem a vida do trabalhador do setor, o MinC informou que não se trata de um corte, mas sim um “remanejamento” para a reserva de contingência.
Dos R$ 350 milhões retirados do fundo, o MinC informou que será substituído por recursos do Tesouro, algo que o Fundo Setorial já faz uso normalmente desde a sua criação em 2006. Mesmo assim, a tal reserva de contingência ficou ainda com R$ 331,8 milhões, o que vai garantir ao setor audiovisual um orçamento de R$ 911 milhões.
Mas o que realmente de fato significa reserva de contingência? Em uma rápida pesquisa durante a semana, chegamos a algumas explicações que preocupam bastante a estabilidade de um fundo como o FSA.
Em resumo, a reserva de contingência é um artifício utilizado pelo governo para garantir recursos em créditos adicionais, passivos, riscos ou eventos fiscais imprevistos, ou ainda o atendimento a emendas parlamentares.
A última destinação destacada é a mais preocupante de todas. Não é de hoje que o FSA possui uma verba que chama atenção dos corruptos que rondam Brasília. Desde o governo Bolsonaro, o fundo sempre foi alvo de ataques para a tentativa de surrupiar a verba que já possui uma destinação direta, paga pelos próprios agentes culturais e das quais não deveriam ser alvo da fome desenfreada de um Congresso totalmente descompromissado com o investimento público.
Sem explicações contundentes (como tendo sido o modus operandi da atual gestão do MinC), arriscamos ter parte de uma verba paga por tributos de trabalhadores para aquecer o bolso de deputados e senadores que vão continuar não votando em pautas junto ao governo, inclusive o que diz respeito a regulamentação do streaming, outro problema no horizonte de toda essa patacoada.
Na mesma semana do anúncio dessa tal contingência, temos o setor engajado em buscar uma alíquota de 12% de Condecine para as plataformas de streaming, rejeitando os 4% que o governo quer acordar e se afastando dos 6% previamente comentados.
Em tese, a mobilização é bastante positiva, tendo em vista a relevância do mercado audiovisual brasileiro em consumo e em tamanho de indústria, mas é uma porcentagem impensável para um país que não possui compromisso com a política orçamentária do FSA e tampouco estimula uma fidelidade com políticas internacionais com essas empresas estrangeiras.
Embora se saiba do histórico corrupto e monopolizador dos grandes conglomerados que respondem pelas principais plataformas hoje acessadas no Brasil, garantir uma estabilidade em uma política como a regulamentação do streaming, também passa pela responsabilidade de gerir os recursos financeiros que serão pagos pelos mesmos agentes.
Como conquistar uma alíquota bem maior do que a Espanha (hoje fixada em 5%), se a previsão orçamentária do país bloqueia parte dessas verbas, ainda que se conquiste uma tributação sem descontos efetivos (aqueles sonhados pelos próprios conglomerados em forma de investimento direto em Originais, ou seja, se a empresa cumprir com um investimento em X milhões, ela pode abater parte dessa porcentagem cobrada pela Condecine)?
Além disso, o silêncio sobre o momento de convergência de mídia que estamos vivendo preocupa bastante. Não há defesa clara nas associações sobre a necessidade de revisão da Lei da TV paga e a inclusão de um marco regulatório que siga contemplando tanto a TV quanto às plataformas, em um momento em que a Globo já prepara o lançamento da TV 3.0 e coloca em risco toda a discussão da regulamentação do streaming.
No navio em vias de naufragar, não se pode arredar o pé do que vai ser garantido como futuro das plataformas, ou a grande massa de trabalhadores do setor independente sairá perdendo feio de uma luta que não se lutou com todas as armas e dados disponíveis.
Brasil reporta mais de 8 mil sites ilegais para ONU e fecha cerco para comunidades de filmes
Como noticiado em edições anteriores desta newsletter, o Brasil intensificou o combate à pirataria por conta da pressão de conglomerados estrangeiros. O Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos contra a Propriedade Intelectual (CNCP), órgão submetido à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), bloqueou 393 sites ilegais no Brasil, além de encaminhar à Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), uma agência da ONU, 7.931 links em numa nova listagem de sites que estão sob fiscalização e sob ordem de bloqueado no país.
Para além desta ação, o CNCP notificará os indexadores com uma solicitação de remoção desses links das páginas de seus buscadores, assim como a fiscalização de possíveis tentativas de violação ao bloqueio. Tal bloqueio vem com a justificativa de reduzir o acesso dos consumidores a conteúdos considerados ilegais, fraudulentos e que façam parte de esquemas de monetização ilícita.
Andrey Corrêa, secretário-executivo do CNCP, diz que além da proteção à propriedade intelectual, o Wipo Alert, plataforma criada pelo OMPI com o intuito de combater a pirataria digital e crimes relacionados, desempenha um papel importante na segurança cibernética global já que previne fraudes e crimes digitais cometidos por esses sites piratas.
É comovente ver a preocupação e o empenho das nossas autoridades, e da própria ONU, na proteção aos consumidores brasileiros, mas se a ideia é essa, então que tal começar a cobrar explicações da própria Google, dona de um dos buscadores mais usados no mundo, e também no Brasil, que prioriza sites que pagam para aparecer no alto quando é feita uma pesquisa.
O mesmo vale para redes sociais como Facebook, Instagram, X, até mesmo plataformas de vídeo sob demanda como o YouTube, que por meio de propagandas e links monetizados, deixam a distância de um clique vários golpes que lesam seus usuários.
É bem comum encontrar matérias em portais de notícias sobre golpistas que se valeram da permissividade e também do ganho financeiro que as redes sociais oferecem para aplicarem golpes dos mais variados.
Se a preocupação é realmente a proteção dos consumidores e não o lucro dos grandes conglomerados que buscam no combate à pirataria uma forma de colocar o mundo sob seus mandos e desmandos, como seguidos aumentos de preço e práticas que só dificultam o acesso a obras culturais em diferentes mídias.
Que o capitalismo é um show de contradições, nós do Simplificando Cinema estamos cansados de saber, mas veja como são as coisas. Se por um lado empresas como Disney, Netflix, Warner Bros Discovery e tantas outras querem combater o acesso a obras via pirataria, usando de um argumento tão chinfrim como "estamos apenas protegendo os consumidores, não nossos lucros", na outra ponta do modo de produção capitalista temos empresas como a OpenAI, dona do ChatGPT, que liberou na última atualização, lançada na terça-feira, 25 de março, a geração de imagens com a arte do Studio Ghibli via Inteligência Artificial , o estúdio que tem como um dos seus co-fundadores o lendário Hayao Miyazaki, que anos atrás disse que nunca usaria IA em seus trabalhos por considerar que ela se trata de uma ofensa a própria vida.
Este é o modo de produção capitalista, o mesmo que faz a sociedade taxar como criminosas as pessoas que usam da pirataria para ter acesso a obras em diferentes mídias, até mesmo culpando-as pelas demissões em massa e baixos salários em diferentes indústrias, é o mesmo que diz que está tudo bem um grande conglomerado se apossar [no bom português, roubar] do trabalho de artistas para ampliar seu lucro sem pagar nem um tostão a eles, e isto vai desde o lendário Hayao Miyazaki, até um artista pequeno que só quer fechar as contas no fim do mês, tudo em nome da maximização de lucros de companhias responsáveis por tecnologias que também intensificam o desastre climático que está bem diante de nós. Esse é um dos vários motivos pelos quais nunca seremos contra a prática da pirataria. (No TelaViva)
RioFilme planeja criar uma rede de municípios para fortalecer a indústria audiovisual
O diretor-presidente da RioFilme, Leonardo Edde, participou do 5° Encontro Estadual de Gestores de Cultura do Rio de Janeiro, evento realizado pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Sececrj), evento que teve como objetivo expor o planejamento do grupo além de fomentar o debate sobre as políticas públicas brasileiras atuais para o setor.
No evento, Edde ressaltou a iniciativa da instituição, ligada à Secretaria Municipal de Cultura, que está na liderança da ação que busca criar uma rede de municípios do Rio de Janeiro com o intuito de fortalecer a indústria audiovisual do estado.
Para além de todo o discurso sobre a competência da cidade do Rio de Janeiro na distribuição do audiovisual, capacidade alcançada graças aos polpudos investimentos da Embrafilme na capital fluminense no período em que o Rio era a única cidade do Brasil, ficamos felizes em ver uma empresa pública do tamanho da RioFilme, assim como a própria cidade do Rio, esteja buscando a união para fortalecer o audiovisual local, que mais cidades sigam este exemplo. (No TelaViva)
Março: Entre Utopias e Revoluções (Dicas de Filmes)
O mês de março chama a atenção pelo fato de tantas personalidades de importância histórica, não só para seus países, como para o cinema Latino Americano, terem suas vidas marcadas por esse mês. As décadas de 1950 e 60 na América Latina foram marcadas pela Guerra Fria, por políticas desenvolvimentistas, politização da classe trabalhadora, por ditaduras militares e por Revoluções que inflamaram uma juventude que literalmente queriam mudar o mundo, e o cinema seria um desses meios revolucionários.
O argentino Fernando Birri nasceu em Santa Fé, na Argentina, em 13 de março de 1925. Gabriel García Márquez nasceu em Aracataca, Colômbia, no dia 06 de março de 1927. Santiago Alvarez nasceu em 18 de março de 1919, em Havana, Cuba. Glauber Rocha nasceu em Vitória da Conquista, Bahia, em 13 de março de 1939 e Jorge Ruiz Calvimonte nasceu em Sucre, Bolívia, em 16 de março de 1924. Todos esses aniversariantes do mês de março são diretores de cinema, sendo que Gabriel García Márquez é principalmente escritor, com prêmio Nobel de literatura no currículo.
Todos esses cineastas participaram ativamente na política de seus países, infelizmente não vamos nos ater no histórico de cada um desses personagens, nesse momento, mas o fato que atravessa a todos é o surgimento do Nuevo Cine LatinoAmericano, que representava a realidade de cada país, permitindo conhecer o rosto e as condições humanas do grande continente.
Quanto ao realizador Jorge Ruiz, já indicamos seus filmes na última edição do Simplificando Cinema, em ocasião ao Dia do Cinema Boliviano. Vale muito a pena conferir a cinematografia de Glauber Rocha, principalmente seus primeiros filmes, “Barravento”, “Deus e o Diabo na Terra do Sol” e “Terra em Transe”. São filmes de fácil acesso no YouTube e em algumas plataformas de streaming.
Santiago Álvarez, que viveu a revolução cubana e representou esse processo e conquista, através de sua obra, documentando também outras revoluções pelo mundo. Confira seus filmes no Canal do YouTube GustavoXDeMais.
Fernando Birri é considerado o pai no Nuevo Cine LatinoAmericano, apesar do próprio Birri negar a paternidade, ele não nega a importância de seu cinema e de sua época, deixou um legado na formação de novos cineastas, fundando a Escola de Documentário da Universidade do Litoral em Santa Fé na Argentina, nos anos de 1950 e com Gabriel García Márquez colaboraram no surgimento do Festival Internacional do Novo Cinema Latino-Americano, junto ao Instituto Cubano del Arte e Industria Cinematográficos(ICAIC) em 1979, bem como a criação da Escuela Internacional de Cine y Televisión (EICTV) de San Antonio de Los Baños, em 1986.
Essas são algumas das heranças deixadas por Birri e García Márquez. Nossa dica é um dos filmes mais importantes da história do cinema latino-americano, “Tire Dié”, de 1960. O filme é um dos resultados da formação dos estudantes da Escola de documentário de Santa Fé, coordenada por Birri. O filme coloca em paralelo à história oficial e a história real, sobre o crescimento econômico da cidade de Santa Fé e o dia a dia de crianças da periferia que corriam risco de vida na ferrovia pedindo 10 centavos aos passageiros. O filme está disponível no Cine.Ar
O mês de março também é importante para celebrar a memória da revolucionária Leila Diniz, uma das grandes atrizes nacionais. O impacto que Leila causou em sua época reverbera até os nossos dias. Seu auge foi exatamente na ditadura militar, que chegou ao ponto de criar uma lei para calar Leila Diniz. Nasceu no dia 25 de março de 1945, em Niterói, RJ e nos deixou em 1972, em um trágico acidente aéreo, entrando para o panteão das nossas heroínas e heróis que nos deixaram aos 27 anos.
Nossa dica de filme é o excelente "Já que Ninguém me Tira pra Dançar", de Ana Maria Magalhães, 2021, nos apresentando Leila Diniz em sua intimidade por meio de relatos de amigos e o impacto que ela causou na vida das pessoas e na sociedade de seu tempo. O filme está disponível no Itaú Cultural Play.
O final do mês de março marca a história da luta das mulheres do campo que lutaram de igual para igual com os homens nas origens do MST em 1985, na primeira ocupação, na Fazenda Annoni no norte do RS. Roseli Celeste Nunes da Silva, ou simplesmente Rose, é o grande símbolo dessa luta. Deu à luz a primeira criança nascida em uma ocupação do MST, um símbolo de Esperança. E deu sua própria vida em 31 de março de 1987, pela causa dos sem terras.
Rose foi assassinada por atropelamento intencional, em uma de suas lutas junto ao coletivo, por um pedaço de terra para viver dignamente e educar seus filhos. A trajetória de Rose, sua família e de muitos protagonistas do Movimento dos Sem Terras, foram representadas na Trilogia da Terra, de Tetê Moraes, que começa com “Terra Para Rose”, 1987, “O Sonho de Rose - 10 Anos Depois”, 1997 e “Fruto da Terra”, 2008. Os filmes estão disponíveis no Sesc Digital.
Entre utopias e revoluções, um cinema de muito amor, pois o revolucionário carrega muito amor por uma causa, por um país e seu povo. “A utopia é o que nos mantém caminhando”. Um ótimo final de semana a todes!!
Por Angelo Corti, idealizador da página Cine Livre Latino-Americano
Disney+ avança no seu plano de investir em canais lineares após acabar com o sinal da TV a cabo
A Disney anunciou um canal linear dentro do Disney+ inteiramente dedicado a série "Os Simpsons", o canal transmitirá todos os episódios das 35 temporadas da série em ordem cronológica, 24 horas por dia.
O curioso é que o empenho vem logo após a empresa decidir acabar com o Disney Channel, famoso canal do conglomerado na TV a cabo. Uma questão sobre os canais lineares é que eles dependem da publicidade, o que mostra que o streaming busca tal direção.
Outro caminho a ser pensado é o da cobrança aos assinantes para poderem ter acesso a este canal num futuro próximo. Como já noticiamos por aqui, os canais lineares se tornaram presença em vários serviços de streaming para além do Disney+. Eles já estão disponíveis na Netflix, Max, Globoplay, Amazon Prime, e vieram para ficar.
Não queremos ser repetitivos, mas é mais do que claro o movimento que as empresas do streaming já se preparam para uma grande virada em direção a TV 3.0 nos próximos anos. Reforçamos nossa opinião de que será um tiro no pé do país, principalmente dos trabalhadores do setor do audiovisual, se a regulamentação do streaming não vir amarrada com este panorama no horizonte (leia a notícia destaque desta edição para entender melhor), caso contrário teremos uma legislação natimorta, o que significa mais batalha para o setor em tentar regulamentar a TV 3.0 num cenário político que não fazemos ideia de como será, mas que não é difícil imaginar que não seja benéfico ao debate, tudo isso num contexto em que as empresas ligarão para seus deputados e senadores de estimação para tocarem o terror com mentiras sobre aumento de preços, fim da liberdade de expressão, perda de qualidade das obras ofertadas [Netflix e Disney muito à frente do seu tempo nesse quesito], ações desonestas bem ao estilo da extrema-direita brasileira. (No TaviLatam)
Músicos costarriquenhos terão a oportunidade de se especializar em trilha sonora para filmes e jogos eletrônicos
Com o intuito de oferecer oportunidades aos estudantes costarriquenhos no âmbito internacional da indústria música, o Instituto Nacional de Música (INM) oferecerá um curso de um ano para que alunos veteranos possam aprender a compor e executar músicas para filmes e jogos eletrônicos. Uma iniciativa que é um esforço compartilhado entre o Ministério da Cultura e Juventude, o Banco Centro-Americano de Integração Econômica (BCIE) e a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEA).
Ao longo do ano da duração do curso, cerca de noventa veteranos receberão treinamento profissional em composição musical, produção e desempenho para mídia audiovisual com foco na indústria cinematográfica e de jogos eletrônicos.
O ministro da Cultura e Juventude, Jorge Vives, destacou que tal medida não é apenas uma forma de oferecer uma oportunidade de crescimento aos estudantes, mas também é uma forma da própria Costa Rica crescer e se destacar. Os governantes do país parecem entender que ao formar profissionais para este segmento que tem tantos admiradores, seja no cinema ou nos jogos eletrônicos, o próprio país estará em destaque, parece que o objetivo deles é que quando trilhas sonoras, sejam elas de filmes ou jogos, forem ouvidas, pensemos na Costa Rica e nos talentos saídos de lá, formados no país. (No Observador)
Audiovisual colombiano têm crescimento expressivo, mas falta de política de distribuição atrapalha chegada ao público
Considerado o terceiro maior mercado de audiovisual da América Latina – posto conquistado após as repetidas crises políticas argentinas –, a Colômbia vem chamando cada vez mais atenção de vizinhos e da porção Norte do mundo com o seu cinema, mas a fidelização do público ainda preocupa diversos setores do ramo.
Segundo Mónica Moya, diretora da área de mercado do Festival Internacional de Cinema de Cartagena das Índias (FICCI), o cinema colombiano ainda não chega a 1% dos hispanofalantes, um número que chega a 600 milhões de pessoas, e parte do problema está na distribuição.
Assim como Brasil e outros países latinos, a qualidade da produção e os mais diversos títulos é indiscutível, porém quando se trata de bilheteria e acesso às produções, o setor ainda fica escondido da massa popular – isso mesmo lembrando que as políticas de cota de tela do país são infinitamente melhores que as nossas.
Outro problema citado por Moya para justificar a baixa assistência aos filmes, é a insistência de cineastas em produzirem muitas obras de drama, deixando de lado a comédia, o terror e o thriller, gêneros considerados um dos mais populares para os colombianos.
É difícil que o cinema latino não tenha preferência pelo drama, visto que nossas mazelas sociais ainda precisam ser contadas e entendidas, mas a falta de diversidade neste sentido também pode estar ligada a falta de atenção um pouco maior do governo em estimular políticas firmes e contínuas em bons orçamentos para esses títulos também vejam a luz do dia. (No Bloomberg Línea)






Ver a timeline cheia de desenho essa semana foi foda
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